Do sul de mim: 5 poemas de Gabriela Rezende


Oleg Magni ©



ROSA


teu nome é o mantra do meu sono tua cor o contraste do meu marfim hoje, o tempo chora o abandono... ah... Rosa!

da Silva, do sul de mim!




A LÃ


do fio da poesia! quase Amora quase Maria. a lã, a lã, a lá!

é completo! inteiro. brigadeiro. é preto. tem pelo. e mia.




A BOCA que desejo, tem teu jeito, teu desenho, tua carne. Toda carne que embala as tuas palavras de empenho. Ah, o desenho... Ah, essa cor! que embrasa amor

e a dor na mesma teia! tu me carregas nos lábios, na alma e na veia! feito olhar, álcool e a boca, centelha.




EFEITOS


tu é o pó do chão do pão do rosto desgosto do meu nariz. tu é o resto de pó do feto da matriz.




MACALLAN, 1926


é velho, caro, raro! teu uísque que bebo e não pago. é amargo sofisticado e forte. é equilibrado destilado e fode.



_ Gabriela Rezende Campos tem 25 anos e mora na baixada fluminense. É Conselheira Tutelar no município de Queimados. Arrisca-se a escrever poesia desde 2014 e participa do grupo cultural Desmaio Públiko.

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